Erros em entrevistas
Existe sempre alguma apreensão no que colocar sobre análise, tanto em entrevistas como em testes reais.
Uma problemática identificada é colocar questões de cariz mais técnico, visto que se iria obter dados com características pouco credíveis. Em seguida algumas questões que não se devem colocar em guiões de testes:
- O botão de “compra” deverá ser vermelho ou azul?
- Qual a melhor possibilidade de menu: horizontal, vertical, ou com radio buttons?
- Sente fluido o design?
- Utilizaria este serviço?
- Recomendava este produto?
- Como classifica a utilidade de X processo?
Certamente, que poderia fazer as questões supracitados, contudo o resultado das respostas não poderia ser totalmente validado, visto que prendem-se a opiniões demasiado técnicas e pessoais. A verdadeira experiência de utilizador baseia-se no modo como este interage com a UI (User Interface), as suas experiências, o desempenho, a facilidade de acesso à informação e outras métricas quantitativas e qualitativas.
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Ao deixar o utilizador fazer comentários livres e pessoais, irá perder a baliza de respostas e desse modo dificultar a análise dos dados a recolher.
Contudo, é possível e aceitável submeter elementos de Web design a este tipo de análises. Se colocar sobre testes múltiplas opções de layout, paleta de cores ou Web design, assim conseguirá medir a facilidade de utilização em várias opções.
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Existe um famoso “case study” da Microsoft, que colocar em aberto comentários e sugestões para desenvolver o Office 2007, foi concluído que a grande parte das funcionalidades sugeridas já se encontravam presentes, mas com difícil acesso. Dessa forma foi elaborado um extenso estudo para se encontrar a melhor solução para que fosse mais visível e de fácil acesso aos utilizadores.
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A melhor forma de teste é com utilizadores pré-tipificados, onde o entrevistador passa a observador passivo, recolhendo comentários quando os entrevistados tomam encontro com a aplicação sobre análise.
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A recolha dessa informação é vital contribuindo para uma melhor UI, que é a base de uma aplicação, que deverá ser sempre construída na óptica do utilizador e não do programador.
